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Matrix e o Mito da Caverna

Centro Universitário Senac

MITO DA CAVERNA

E A

TRILOGIA MATRIX


São Paulo, 14 de Junho de 2009

Ariane Oliveira
Flávio Cavalheiro

Produção de Multimídia 2º. Semestre

Período Noturno

Uma ótima forma de começar está discussão seria ter uma noção previa e básica sobre o Mito da Caverna de Platão e a Trilogia Matrix. Logo vamos começar pelo Mito de Platão:

“O mito da Caverna

Platão criou uma alegoria, conhecida como mito da caverna, que serve para explicar a evolução do processo de conhecimento.

Segundo ele, a maioria dos seres humanos se encontra como prisioneiro de uma caverna, permanecendo de costas para a abertura luminosa e de frente para a parede escura do fundo. Devido a uma luz que entra na caverna, o prisioneiro contempla na parede do fundo as projeções dos seres que compõem a realidade. Acostumado a ver somente essas projeções, assume a ilusão do que vê, as sombras do real, como se fosse a verdadeira realidade.

Se escapasse da caverna e alcançasse o mundo luminoso da realidade, ficaria livre da ilusão. Mas, estando acostumado às sombras, às ilusões, teria de habituar os olhos à visão do real: Primeiro olharia as estrelas da noite, depois as imagens da coisas refletidas nas águas tranqüilas, até que pudesse encarar diretamente o Sol e enxergar a fonte de toda a luminosidade.”

Fundamentos da Filosofia, Historias e Grandes Temas. Cotrim, Gilberto. Editora Saraiva – 15º. Edição reformulada e ampliada – 2000. Pagina 99.

E vejamos agora um triler de Matrix:

Pesquisando pela internet, descobri alguns vídeos que abordam sobre o Mito da Caverna de Platão:

Platão usa o mito para exemplificar como o processo de conhecimento se aplica ao ser humano, seja qualquer tipo de conhecimento. E a abertura luminosa, o Sol e tudo que contem luz, neste mito, significam a razão, o conhecimento racional das coisas. Devido a estarmos acostumados por passar a vida inteira vivendo na mediocridade da ignorância, acreditamos que ela é o verdadeiro conhecimento, mas não é.

Matrix engloba todo este conceito de caverna, alienação do ser humano, explica de uma forma prática e cinematográfica (com uma grande quantidade de efeitos especiais), a parte literária do Mito da Caverna. Uma vez que, por mais que, dentro da trilogia, houvesse um despertar para o verdadeiro conhecimento, a verdadeira realidade após um mundo de ilusões, ele não coloca exatamente o mito no nosso cotidiano, mas sim, refaz o mito, como se Platão estivesse exemplificando o mito na nossa época, como diz o Professor do segundo vídeo de pesquisa.

Quando ele comenta sobre habituar os olhos e nos acostumarmos com a luz-razão, ele quer que entendamos que, mesmo livre da falta de conhecimento, e tendo conhecimento de uma verdade, às vezes, a sociedade, ou a humanidade _ como queira chamar_ não esta preparada psicologicamente e moralmente para entender e aceitar, preferindo ficar na obscuridade do que conviver com um fato real. Um grande exemplo disso seria, o clone, os estudos de células troncos, entre outros assuntos e descobertas que temos, mas que a sociedade, por assim dizer, ainda não aceita totalmente.

Sobre as céluas tronco:

Sem contar, também, que a trilogia Matrix aborda o termo “alienado”, talvez o mesmo que é abordado no primeiro filme de pesquisa postado acima. Nós somos alienados a seguir somente o que nos é imposto? Como o consumo, guerras, dinheiro, etc.? Será que estamos enganados pela ilusão da Mídia, da informação enganosa, ou qualquer outro poder de manipulação?

Enfim, a trilogia Matrix exemplifica o Mito da Caverna, mas colocar mos ele no nosso cotidiano exige muito mais uma quebra de paradigma e pré-conceitos do que simplesmente nos “desconectarmos” das sobras.

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